quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Resultado do evento das FISE



Os alunos do 1º período de Letras da FISE, juntamente com a professora e coordenadora do curso - Áurea de Aragão Ferraz,  promoveram brilhante evento em homenagem à emancipação de Tobias Barreto, no dia 22 do corrente, na sede das Faculdades Integradas de Sergipe. Ilustres representantes da terra proferiram excelentes palestras, cujo esmero, preencheu os corações dos tobienses de regozijo. Foram eles: Cristina Rodrigues (jornal Mega Styllo), D. Maria Valdice (Clube das mães), Heidumacson Macêdo (bacharel em direito e pesquisador) e Roberto Bispo (professor e escritor). A comemoração contou com a presença de muitas, também notáveis personalidades da sociedade do município. O corpo dirigente da FISE agradece a todos os responsáveis pelo acontecimento.

sábado, 13 de outubro de 2012

Alunos de Letras das FISE prestam homenagem à emancipação política de Tobias Barreto


                                                                PROGRAMAÇÃO

Local: auditório da FISE
                                                              Data:  22 de outubro
  Horário: 20h30  às 22h30
     Abertura:    
1-Palestra de Cristina Rodrigues- A história das festas em Tobias Barreto
2-Palestra de D. Maria Valdice Oliveira Santos-  Os bordados em Tobias Barreto
3- Exposição de fotos/slides de Heidumacson Macêdo-Tobias Barreto antes e depois
Encerramento: 
                        Professor Roberto Bispo- Breve história da língua em Tobias Barreto

Um pouco de Pessoa

AUTOPSICOGRAFIA
(Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve ,
Na dor lida sentem bem ,
Não as duas que ele teve ,
Mas só as que eles não têm .

E assim nas calhas de roda
Gira ,a entreter a razão ,
Esse Comboio de corda
Que se chama coração .

Poeta da terra

VOLÁTIL
(José Erenilson da Silva)

Já fui gás
Depois líquido borbulhante
No mar ,trânsito
Na terra ,ambulante
Hoje ,porém
Nem verbo ,
Nem sapiens ,
Nem tecno ,
Nem lipídio .
Sou mesmo é fugaz ,
Volatilizante ...

Um pouco de Drummond

QUADRILHA
(Carlos Drummond de Andrade)
 
João que amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos , Teresa para o convento ,
Raimundo morreu de desastre , Maria ficou para tia ,
Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história .

domingo, 7 de outubro de 2012

Você sabia?




Antes do nome atual, Tobias Barreto passou pela  seguinte variação toponímica:

Paraíso
Freguesia de Campos do Rio Real de  Cima
Capela do Desterro do Rio Real
Campos do Rio Traripe (nome indígena para o rio real)
Campos do Rio Real de  Cima
Campos
Tobias Barreto

Fonte: Freitas, José Adilson de.  Panorama tobiense. Aracaju: Info Graphics Gráfica & Editora, 2009.

Tobias Barreto



Tobias Barreto
1909-2012

Num cantinho da Província de Sergipe, estava a Vila de Campos dos Sertões do Rio Real, fronteira territorial desanexada da Bahia a 08 de julho de  1820, para  onde costumavam fugir os negros escravos que terminavam agrupados nas santidades de Palmares, Carnaíbas  e nos sertões próximos a Riachão. Estamos falando da próspera e acolhedora  Vila de Campos, de cenário ruralista, com ruas  de chão batido, casas singelas, ares bucõlicos, animais soltos e um povoado muito religioso, abraçado por dois rios.
Assim como em todo Brasil,  em Campos,  a Igreja Católica teve importante papel no surgimento do núcleo populacional, pois a função  religiosa provocou a existência do aglomerado.  Em torno da igreja formaram-se ruas e praças. A partir da construção da capela, doada pelo primeiro mandatário Belchior Dias Moréia, a freguesia de Campos começou a se organizar. A criação da Vila de campos  resultou do crescimento da população que vivia da atividade pecuária, embora essa população tenha enfrentado, durante séculos, grandes dificuldades, pois faltavam escolas, médicos, saneamento etc.,  já que os senhores de terra e de gado que formavam as classes dominantes não se interessaram pelo progresso da vida urbana, e os governos demoraram  para reconhecer  a importância da povoação. O reconhecimento como Vila e, setenta e quatro anos depois o reconhecimento como cidade, foi para a população o reconhecimento da sua existência pela igreja e pelo estado.
A elevação da Vila de campos à categoria de cidade atendeu aos interesses da população através das lideranças locais, tendo à frente os incansáveis padres João Antônio de Figueiredo e seu substituto, o Padre Luiz Gonzaga, além do intendente João Alves  de Oliveira e o influente chefe político, o Coronel Luiz Antonio da Costa Melo, os quais, insistentemente, reinvidicaram ao presidente do Estado de Sergipe (governador) José  Rodrigues da  Costa Dórea.  Finalmente ,  o jornal – O Estado de Sergipe - oficial, político e novicioso-,  de sábado, 23 de outubro de 1909, publicou o decreto-lei  550,  da Assembléia legislativa do  Estado de Sergipe, que homologa a  elevação de Campos à categoria de cidade, assinado pelo presidente Manoel   Baptista  Itajahy e pelo  vice-presidente  José  Alípio de  Oliveira, sancionado pelo presidente do Estado de  Sergipe (governador)   José  Rodrigues da  Costa  Dórea.  A nova cidade ficou em festa e a juventude eufórica e esperançosa com o porvir, comemorou até altas horas a bem animada festa realizada próxima à   praça da Matriz, além de uma missa em ação de graças, com fogos de artifício.
Embora a emancipação somente tenha ocorrido em 1909, a vila já apresentava há algum tempo a prosperidade proposta pela legislação vigente na época, comprovada estatisticamente pela receita tributária e pela população existente.
Freitas, José Adilson de.  Panorama tobiense. Aracaju: Info Graphics Gráfica & Editora, 2009.