sábado, 24 de janeiro de 2015

Poema de Willamis Santana - estudante do 5.º período

Minha vida

Meu nome é Willamis
Tive uma infância muito sofrida
Pois meu padastro e minha mãe
Brigavam por causa da bebida
Todos os dias pedia a Deus
Que tirassem eles dessa vida

Quando fui crescendo
Comecei a perceber
Que por mais que eu sofresse
Não poderia deixar de agradecer
Pois Deus foi bom comigo
E nunca deixou o pior acontecer

Hoje posso dizer
Que tudo teve um fim
Por mais que eles bebam
Mas, as intrigas deixaram de existir
E assim a vida continua

Eu estou muito feliz.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Poema de Edimagno Ramos - estudante do 5.º período

Dá saudade

Da infância que tinha
Das brincadeiras que era minha
Com o crescimento não podia
Fazer o que se fazia

No futuro pensar eu cá
Foi que comecei a estudá
Tinha que deixar de falar oxente
O ir pra escola se formá

Os estudos me levou a fazê
Faculdade pro que eu quero sê
Que é ensiná
Que mesmo diante desse caminho incerto
Ainda numa sala de aula isu entrá

Quero ser professô
Com o título de doutô
Pra mudar essa situação

Tem que ensinar com paixão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Poema de Evaí Oliveira - estudante do 6.º período

LAVAGEM DO BONFIM


Com a Lavagem do Bonfim
A Colina Sagrada se agita
Da Conceição da Praia
O cortejo segue
Pela Cidade Baixa

O padre reza a missa
Os candomblecistas
Com flores e água de cheiro
Lavam a escadaria

Das Águas de Oxalá
A Lavagem faz parte
Do ritual de candomblé
Ao som de danças e atabaques

Na segunda quinta de janeiro
De branco todos vestidos
Amarram as fitinhas
Fazendo os três pedidos

Oxalá homenageado
O deus iorubá
Com o Senhor do Bonfim
Sincretizado

Oxalá!
Senhor do Bonfim
Jesus Cristo
Epa Babá!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Poema de Edimagno Ramos - estudante do 5.º período

Lembranças

Lembro do primeiro encontro
Como esquecer o beijo e a troca de suspiros
E ao longo do tempo, as alegrias e tristezas

Ô saudade da aurora do tempo que amei
Das noites que me tiravam o sono
Do cheiro, do seu perfume, não sei se esqueci
Das cenas de ciúmes e do entrelaçar de
Pernas que me deixava sufocado de amor.

Lembro até da rotina matutina
Do vocabulário informal, que desobedecia a
Gramática, durante os diálogos desencontrados

Será que esqueci o cheiro do travesseiro,
Nunca igual ao qual encosto meu pensamento
E enquanto não surge outro amor, as lembranças

É minha companheira.